Salvador é a principal cidade da Bahia, sendo sua capital trás consigo um resumo de todos os encantos, fascínios e magnetismo.Desde sua fundação, em 1549, a cidade foi fundamental para o desenvolvimento do estado, oferecendo condições perfeitas para o tráfego de mercadorias que na época era apenas por meio marítimo, e seu porto foi construído para dar passagem mesmo aos maiores navios da época, estando também em local estratégico,no centro da costa brasileira, onde se poderia atender a todas as capitanias hereditárias.
Salvador era considerada a base da economia brasileira transportando riquezas como o Pau-Brasil, fumo e açucar; sendo elevada ao título de Capital do Brasil no século XVIII. Hoje em dia, a cidade de Salvador é uma matriz nacional onde o antigo e o moderno estão em harmonia com seu esplendoroso litoral. A arquitetura do começo do século das igrejas são um patrimônio histórico inigualável e em alguns bairros como o Pelourinho, a Cidade Baixa, o Mercado Modelo, utilizando o Elevador Lacerda... nossa, quanta coisa há para se encantar!
Sem falar dos 20 quilômetros de estensão de seu litoral, com uma concorrida sequência de praias que vão da Praia do Porto até a Praia do Flamengo. A movimentação nesse trecho é intensa dia e noite, com praias iluminadas,bares e restaurantes que abrem nas madrugadas. Nosso passeio pode começar na Praia do Porto com suas águas tranqüilas e profundas, sendo muito procurada pelos visitantes da cidade. Você também pode escolher entre a Praia do Farol e a Praia de Ondina que formam com seus recifes piscinas na maré baixa. A Praia de Amaralina e a Praia de Armação têm ondas fortes, sendo muito procuradas pelos surfistas. Já as praias da Pituba, Corsário, Jaguaribe, Piatã e Placafor são muito procuradas pela maciez das areias e qualidade das águas. Cantada pelos poetas, seresteiros e namorados, a Praia de Itapuã oferece cenários bucólicos e um ambiente relaxante.
O visitante vai se surpreender com a múltipla variedade de atrativos turísticos para os mais variados gostos e bolsos. Como toda cidade grande, possue seus shopings e parques.A noite, todos os dias, é farta em opções para o lazer. Você pode escolher entre tomar um banho de mar noturno, na Barra ou dar uma volta no Pelô, onde tem à sua escolha, nos prédios históricos, diversos shows com entrada franca, promovidos pelo governo estadual, aconchegantes barzinhos, teatros, boates e acolhedores restaurantes, com cozinhas de diversas especialidades.
Em direção à Orla, o morador e o turista têm opções de bares, bistrôs, lanchonetes, restaurantes e boates na Barra, no Rio Vermelho, na Pituba, no Jardim dos Namorados e na Boca do Rio, onde o buxixo varia de acordo com a idade de seus freqüentadores.Uma capital bem administrada, com ruas limpas, praças reconstruídas, além de parques que proporcionam gostosas alternativas de passeios, em meio à natureza, vivendo o ambiente colonial dos séculos 16 e 17 e convivendo com esculturas monumentais das maiores expressões artísticas do momento. O bem-estar na cidade do Salvador pode estar em meio às águas azul-turquesa das belíssimas praias, de variados formatos, profundidade, regime de ondas, que se estendem ao longo dos 50 quilômetros de costa da capital, ou também num dos diversos e novos parques recém-urbanizados de Salvador.
A culinária baiana é um capítulo abaixo, um manjar para o corpo e o espírito.Come-se muito bem na Bahia a comida é também uma oferenda para os Orixás (divindades da seita mais difundida entre o povo- o Candomblé). Abaixo listamos os pratos mais típicos da culinária baiana:
VATAPÁ - Uma porção de farinha de mandioca ou de pão colocado durante algum tempo de molho em água. Peneira-se ou bate-se no liquidificador a massa de pão ou a farinha misturada com água, até obter-se massa bem fina. Acrescenta-se cebola ralada, pouco alho, , coentro, camarão seco, gengibre, leite de coco,castanha de caju e amendoim moídos. Leva-se ao fogo brando, mexendo atéficar no ponto ideal.Serve-se com arroz branco e molho de pimenta.
ACARAJÉ - Coloca-se um punhado de feijão fradinho de molho em água fria, durante 60 minutos. Quando o feijão começar a inchar, lava-se com água fria, até soltar toda a casca. Em seguida, mói-se o feijão sem casca num moinho especial, até formar uma massa branca e espessa, à qual acrescenta-se cebola, alho e sal, que antes foram passados no liquidificador. Põe-se um tacho de azeite-de-dendê no fogo, e quando este começar a ferver colocam-se pequenas porções de massa retiradas com colher. Depois de frito, o acarajé fica com uma tonalidade avermelhada por fora e branca por dentro. O bolinho é servido com molho de pimenta, molho de camarão seco, vatapá ou salada (tomate e cebola picados). As baianas costumam fritar o acarajé na rua, junto aos seus tabuleiros.
CARURU - Quiabo cortado em pedaços pequenos. Adiciona-se cebola, gengibre e azeite-de-dendê. Pões-se no fogo, acrescentando, quando começar a ferver, camarão seco, castanha e amendoim moídos. Deixe atingir o ponto e está pronto para servir.
XINXIM DE GALINHA - Corta-se a galinha em pequenos pedaços, lavando-os e limpando-os com limão.Tempera-se com cebola, coentro, tomate, pouco alho e pimenta. Deixa no tempero, durante 60 minutos. Retira-se, depois, a galinha do tempero,refogando-a no azeite-de-dendê. Adiciona-se o tempero e cozinha-se até a galinha ficar tenra. Serve-se com arroz branco e farófia de azeite-de-dendê.
QUINDINS - Em uma tigela, coloca-se açúcar, manteiga derretida, uma porção de coco ralado e ovos batidos com as gemas. Coloca-se a mistura em pequenas formas untadas e polvilhadas com açúcar fino. Coloca-se as forminhas cheias em uma assadeira de alumínio, com água na altura de dois dedos. Leva de 30 a 40 minutos para assar. Retira-se os quindins prontos das forminhas e serve-seem forminhas de papel.
Dizem, carinhosamente, que "baiano quando não está em festa está ensaiando", uma garantia de alto astral junto a esse povo faceiro, resultado da fusão debrancos, indígenas e afro-americanos. Isso é verdade, pois os festejos populares se sucedem, concentrados no Verão, mas se estendendo por todo o ano, incluindo as festas juninas. As manifestações folclóricas, de diversas origens, encantam baianos e turistas, com exibições ao ar livre e em casas noturnas, de capoeira, maculelê e samba-de-roda.Toda a fé do baiano se manifesta no ciclo de festas populares, desde as comemorações dos orixás do candomblé - quando todos os "terreiros" da cidade batem seus tambores para seus filhos-de-santo dançarem - até as festas da religião católica, que ganham um cunho profano com muito samba-de-roda e barracas padronizadas que servem bebidas e comidas variadas. Em paralelo, as bandas de axé music, de pagode, cantores e cantoras de blocos carnavalescosrealizam, quase todos os dias, shows e ensaios em clubes sociais e áreas externas em diversos pontos de Salvador. Esse clima de festa impregna toda acidade, desde a manhã até a noite, principalmente durante o Verão.
Reportagem: Este texto é uma adaptação de uma matéria de
Yoko Nakamura